Eyes on fire cap 14
07/12/2009 07:47
CAPÍTULO 14 - RESSACA
Acordei com uma tremenda dor de cabeça, voltada em suor e lençóis colados em meu corpo. Banho, definitivamente um banho, era o que eu precisava. Dei a volta na cama e Rob estava dormindo profundamente, então resolvi esperá-lo e ficar ali deitada olhando pra ele.
Seu rosto estava limpo,porém seus cabelos estavam uma coisa indescritível, as mexas estavam grudadas e com uma coloração esquisita.Ele parecia um anjo dormindo,encolhido e talvez com frio,passei o lençol que estava comigo por cima dele e me aconcheguei mais próxima.Sem abrir os olhos,talvez ainda inconsciente,ele me abraçou e assim ficamos,até que ele começou a roncar.
Nessa parte resolvi levantar e tomar banho sozinha, mas quando tentei me desvencilhar ele acordou.
-“Bom dia dorminhoco!” Falei me sentando na cama.
-“Oi!” Ele se espreguiçava e então me puxou para deitar ao lado dele novamente.
-“Não quis te acordar!”
-“Que horas são?”
-“Não sei.” Olhei no relógio mais próximo. “Quase cinco da tarde!”
-“Droga!”
Fiquei olhando pra ele sem saber o que era.
-“Só amanhã podemos voltar!”
-“Sem problemas.”
-“Verdade?”
-“Claro,bem cedo amanhã nós vamos.”
-“Melhor voltarmos pra casa.”
-“Definitivamente precisamos de um banho.”
-“Certamente sim.”
Fomos para o banheiro, revendo os fatos, não deveríamos nos preocupar em demorar mais naquele hotel. Sendo assim, meu banho poderia demorar um pouco mais.
-“Sou só eu, ou você também esta com dor de cabeça?”
-“Definitivamente vinho e cerveja não combinam!”
-“Preciso de café, muito café.”
-“Acho que um banho frio vai te fazer bem!”
-“Frio?”
Rob olhou para baixo e sorriu.
-“Eu agüento a dor de cabeça se você por na água quente.”
-“Você que sabe, mas me deixe ir antes.”
-“Não!” Sua voz era de desespero.Tive que rir.
-“Só preciso de uma água fria,depois coloco no quente.”
-“Vou esperar aqui fora então.”
Rob cruzou os braços e ficou parado em pé.Entrei e com a temperatura gelada dei um grito de indignação.A água gelada caia por meus cabelos, o que foi um alivio imediato,deixei cair em todo o meu corpo,tremi de frio,mas foi compensador,consegui fazer todo aquele doce desgrudar de mim e esfreguei os cabelos o mais forte que consegui,finalmente saiu tudo. Então esperei que esquentasse a água.
-“Água quente saindo!”
-“Kris vem aqui!”
-“O que?” Espiei pra fora.
-“Tem uma banheira aqui.”
-“É?”
Sai do chuveiro toda molhada e certamente ele podia ver que eu estava com frio,eu tremia por inteiro.
Rob ligou a água e nivelou para a temperatura quente, a banheira foi enchendo.
-“Que pratica hein!” Falei impressionada com a rapidez.
-“Não começa.”
Minha vez de ficar com os braços cruzados, parada e em pé.
-“Sério, melhor você ficar ali e se esquentar com a água que vai encher.”
-“Não é uma boa idéia.”
-“Vai demorar.”
Ele entrou então no chuveiro, enquanto a banheira enchia, deu um grito extremamente engraçado, provavelmente havia colocado a água fria novamente. Mais algumas exclamações e palavrões e ele desligou a água. Saiu completamente limpo e tremendo.
-“Ainda não encheu!” Informei.
-“Banho frio ajuda!” Ele olhou pra baixo. “Mas não em tudo.”
A banheira estava na metade, resolvemos entrar assim mesmo. Ficamos sentados parados por um tempo estabilizando a temperatura. Até que eu parei de sentir frio. Rob deitou na banheira e me puxou para o seu lado.
-“Assim é melhor!” Ele disse me abraçando. Retribui.
O cheiro dele na água era ótimo. Encostei a cabelo no seu ombro e respirei fundo. Ele começou a rir.
-“Isso arrepia!”
Permaneci ali, ele fechou os olhos e encostou a bochecha na minha testa.
-“Você é a melhor coisa da minha vida.”
Fiquei imóvel, respirando e olhando seu rosto. Ele virou pra mim e me beijou na testa.
-“Eu realmente te amo!”
-“Eu também.”
Senti que seu abraço ficava cada vez mais sufocante.
-“Sabe, trazer você para conhecer meus pais foi um passo e tanto hein!”
-“Com certeza.” Falei rindo.
-“Gostaria de te trazer mais vezes.”
-“Londres deixa as pessoas insanas.”
-“Verdade,nós fizemos muita perversão aqui.”
-“Ênfase em muita.”
-“Isso só me faz querer voltar.”
Ficamos dando risada, relembrando algumas insanidades. Pra mim transar dentro de uma carruagem foi uma enorme insanidade, pra ele transar dentro de um avião era algo que ele queria repetir.
-“Você desperta meu lado insano amor!”
-“Então eu sou a culpada?”
-“Não diga que cada parte não tenha valido a pena.”
-“Tudo valeu.”
-“E agora cá estamos nós, pelados dentro de uma banheira confortável.”
-“Sim nós estamos.”
-“O que quer fazer a respeito?”
Eu não precisaria falar, e sim agir. É claro que por toda a vida eu sempre imaginei como seria isso. Pois bem, estava na hora de descobrir.
Sai do seu lado pra sentar de frente a ele, o encaixe sempre era perfeito. Comecei mordendo seu ombro, ele ficou sorrindo, certamente confirmando o fato de que eu era a culpada por toda a insanidade.
Depois do ombro subi para o pescoço até o encontro de sua boca. Mordidas leves em seus lábios, lambidas, chupões. Suas mãos percorriam meu corpo, me apertando forte.
Senti na minha coxa que ele esta a ponto de bala. Incrível como ele não havia se cansado depois daquela noite.
Livrei seus lábios de uma ultima mordida e sorri. Ele abriu os olhos e me olhou anestesiado. A água quente era muito relaxante.
Fui erguida da água e Rob penetrou lentamente em mim, suas mãos estavam na parte interna das minhas coxas, comandando cada movimento.
Ali na água, os movimentos saiam lentos e fáceis, não cansava, e nos obrigava a ter um único ritmo.
Me apoiei na borda da banheira,já que ele estava deitado e seu rosto estava muito pra baixo. Me inclinei um pouco e ele mordeu meu seio.Ele parou de me movimentar,e começou a ele mesmo fazer os movimentos,assim eu não me movimentava,e ele ficaria chupando meu mamilo o tempo que quisesse.
Definitivamente gostoso. Levantei o rosto e gemi baixinho. Ele me ergueu pelas coxas e tentou acelerar, sem muito sucesso ou então a água iria cair por todo o chão.
Ele ficou então meio deitado e meio sentado, assim conseguiria controlar melhor a situação. Ele conseguiu alcançar meu pescoço e ficou me beijando ali, me apertou mais forte e deu uma acelerada nos movimentos, ele entrava e saia de mim com força.
Mesmo assim cada movimento continuava lento, o que demoraria um pouco meus espasmos. Permanecemos assim, eu concentrada, ele me apertando forte.
Percebi que na banheira era tão relaxante, que sai do meu transe apenas quando ele se afastou do meu pescoço e fechou os olhos.
Eu estava apertando a borda com força e me assustei quando vi que eu não parava de gemer. Rob respirava com dificuldade, estava com o rosto vermelho e dava gemidos quase imperceptíveis. Ele me ergueu tanto que seu pênis saia completamente da minha vagina até entrar novamente, incrível, talvez por isso eu estava toda arrepiada, vai saber!
Quando ele gozou, não foi em mim, ele sorriu uma vez e eu me liberei de suas mãos, deixando seu pênis inteiro dentro e assim eu receberia cada gota. Ele me abraçou, e quando achei que ele diria algo romântico no meu ouvido, o que eu escutei foi:
-“Gulosa!”
Ok,talvez eu fosse mesmo. Joguei um pouco da água no rosto dele e ele dava gargalhadas.
-“Gulosa,insana e braba, tudo o que preciso.”
Fiquei presa em um beijo, me senti cansada de repente e me espreguicei me atirando nele.
-“Precisamos de café.” Falei relaxando na água.
-“O problema é ter coragem de sair daqui.”
Ficamos mais um pouco curtindo a água quente,até conseguir sair dali finalmente.
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